Thursday, June 05, 2008

Série Entre o Céu e a Terra

Thursday, September 07, 2006


Da Série Anjos, Arcanjos e meus demônios nr.03, monotípia, insineração, fósforo, esmalte sintético, pigmento, acrílico e óxido de ferro sobre lona crua, 190 x 270 cm, 2006

Sunday, August 27, 2006


Jackson Pollock

A poética do Kairos

Extensão, implicação, transgressão

Da violência das imagens à poética do kairos


Hans Ulrich Reck [1]

Allan Kaprow escreve em 1958, num texto com o título The Legacy of Jackson Pollock:[2]

A meu ver, Pollock nos deixou no ponto em que precisamos nos confrontar com os objetos de nosso cotidiano (nossos corpos, nossa vestimenta, lugares, ou também grandezas imponentes como a 42nd Street), ou quando até mesmo nos deixamos impressionar por eles. Descontentes com a impressão que a cor talvez possa causar a nossos outros sentidos, trata-se então de se lançar mão dos materiais específicos do ver, do ouvir, do movimento, das pessoas, do tato e do olfato. Objetos de todos os tipos servem de material para a nova arte: tinta, cadeiras, alimentos, lâmpadas incandescentes ou fluorescentes, fumaça, água, meias velhas, um cachorro, filmes e milhares de outras coisas que ainda venham a ser descobertas pelas novas gerações de artistas. Esses ousados criadores não nos mostram apenas, como se fosse essa a primeira vez, um mundo que já nos circunda, mas que não é percebido por nós; eles nos desvendarão também outros fatos e acontecimentos completamente inauditos, que podem ser encontrados em latas de lixo, registros policiais ou nas portarias de hotéis, que podem ser vistos nas vitrines e nas ruas, e que fazem parte da experiência dos sonhos ou de terríveis acidentes. O cheiro de morangos amassados, a carta de um amigo, ou um cartaz de propaganda de Drano (um produto de limpeza para tubos), três batidas na porta, um arranhão, um suspiro ou uma voz que não cessa de reprimir, uma luz estroboscópica que ofusca, um melão - tudo isso será transformado em material para essa nova arte concreta. O jovem artista de hoje não mais precisa afirmar "sou um pintor", ou "um poeta", ou "um dançarino". Ele é simplesmente um "artista". Toda a vida está aberta diante dele. Ele descobrirá o sentido da cotidianidade nos objetos do cotidiano. Ele não procurará transformá-los em algo especial, mas somente tornará reconhecível seu verdadeiro significado. Mas do que nada ele inventará o incomum - e talvez também a nulidade. As pessoas reagirão com alegria ou repulsa, os críticos ficarão confusos ou se divertirão, mas isso será, tenho certeza, a alquimia dos anos 60.

Essa declaração é ao mesmo tempo somativa e programática. A extensão da base material e a dispersão das artes, a poetisação das materialidades e a mediatização das possibilidades expressivas: tudo isso descreve o território a ser sempre de novo percorrido, redescrito, resimbolizado, remontado. O elogio de Kaprow ao existente e comum invoca uma conclusão e faz uma exigência. A ampliação do material tornou-se conhecida desde então como corriqueira, multisensorial e natural ao mesmo tempo, exatamente no sentido descrito por Kaprow. Pode-se generalizar, para abranger um traço fundamental da arte deste século, com sua enorme significação: a arte moderna tentou com o maior dos empenhos tornar visível o invisível. Em seu olhar está inscrita a violência da mesma forma que a constante procura por novos materiais e suportes expressivos. A arte moderna é um híbrido, tem caráter duplo: ela rejeita o absoluto, ao mesmo tempo em que procura, senão nomeá-lo, pelo menos indicá-lo. Na hoje forçosa despedida dos gestos de extensão, implicação e transgressão aí inscritos, mostram-se as saídas para a crise da visibilidade, as quais, no entanto, não se deixam separar do triunfo do visível, sendo antes um seu idêntico, que dele origina, por ele é forçado. Essa é a história de um sucesso que irremediavelmente culminará na ruína de seus próprios pressupostos, que ao mesmo tempo impõe e possibilita uma afirmação radical. Entretanto, a descrição histórica mais comum dos estilos artísticos reduz o problema a uma niveladora atribuição de projetos aos três casos limites da já citada tipologia de uma arte ilimitada da modernidade: construtivismo com extensão; arte minimalista como implicação; dadaísmo, surrealismo, fluxus, arte contextual e intermedialidade como figuras de transgressão. Isso apenas como exemplo incompleto. Outros relacionamentos são concebíveis ou até mesmo palpáveis. Mas qual seria o problema dessa atribuição tão eminentemente arbitrária?


Série Velox 03, C-Print, 75 x 90 cm, Salvador - BA / 2006

Série Velox, C-Print 02, 75 x 90 cm, Salvador - BA / 2006

Série Velox, C-Print 01, 75 x 90 cm, Salvador - BA / 2006

Saturday, July 15, 2006


Da Série Anjos, Arcanjos e meus Demônios nr.02 (Louis Cifer) / Monotípia, pigmento, acrílico e pó de ferro s/ lona crua, 180 x 210 cm, 2006

Da Série Anjos, Arcanjos e meus Demônios nr.01 / Monotípia, pigmento, acrílico e pó de ferro s/ lona crua, 190 x 250 cm, 2006
Trabalho selecionado para o 11 salão Paulista de Arte Contemporânea - 3 andar Pavilhão da Bienal - Ibirapuera - São Paulo - 2006

Série OXICOR - pigmento, acrílico, verniz acrílico e óxido de ferro s/ lona, 110 x 110 cm, 2006

Série OXICOR - monotípia, pigmento, acrílico, verniz acrílico e óxido de ferro s/ lona, 120 x 120 cm, 2006

Série OXICOR - cimento, cal, resina, pigmento, acrílico e óxido de ferro s/ lona crua, 170 x 210 cm 2006

Série OXICOR - pigmento, acrílico e óxido de ferro s/ lona crua, 200 x 150 cm, 2006

Monday, March 27, 2006


Série OXICOR, Sem título (05) , pigmento, acrílico e pó de ferro s/ lona, 200 x 150 cm, 2006

Série OXICOR, Sem título (04) , pigmento, acrílico e pó de ferro s/ lona, 200 x 150 cm, 2006

Série OXICOR, Sem título (03) , pigmento, acrílico e pó de ferro s/ lona, 200 x 150 cm, 2006

Série OXICOR, Sem título (02) , pigmento, acrílico e pó de ferro s/ lona, 200 x 150 cm, 2006

Série OXICOR, Sem título (01) , pigmento, acrílico e pó de ferro s/ lona, 200 x 150 cm, 2006

Thursday, March 23, 2006

Da violência do ver

A arte visual - e seja aqui insistentemente repetido, aquela que não se percebe como redução ilegítima - geralmente idolatra o ver, transfigurando o ato de um ver pretensamente inocente num ver apegado à ação e à verdade, conformação violenta do ver/da identificação visual. É por isso que, para a arte, acirra-se de forma decisiva a problemática do ver.

Contra a insolência das imagens e a autonomia da arte, pode-se recorrer ao problema da imaginação e seu envolvimento num "ver como traição".


Da Série - Da violência do ver, C-Print, 300 x 200 cm, 2006

Da Série - Da Violência do ver, C-Print,100 x 310 cm, 2006

Da Série - Da Violência do ver, C-Print, 150 x 225 cm, 2006

Da Série - Da Violência do ver, C-Print, 300 x 200 cm, 2006

Da Série - Da Violência do ver, 300 x 200 cm, 2006

Da Série - Da Violência do ver, C-Print, 150 x 225 cm, 2006

Da Série - Da violência do ver, C-Print, 150 x 225 cm, 2006

Da Série - Da violência do ver, C-Print, 150 x 225 cm, 2006

Da Série - Da violência do ver, C- Print, 150 x 225 cm, 2006

Da Série - Da violência do ver, C- Print, 150 x 225 cm, 2006

Tuesday, January 03, 2006


Série OXICOR - C-print, 130 x 100 cm, 2006 (exposto no Sofitel -SP)