Tuesday, December 20, 2005

Inteiro

Minha memória eletiva

Procura um passado afetivo

E se você me rela

Com suas mãos que harmonizam

Eu percebo um diálogo

Uma essência que desconheço

Uma idéia distante

Nem dias tão sóbrios...

Nem dias tão tortos

Que assim seja...

Melhor não pensar

Levo uma vida extrema

Incógnito permaneço

Nestes olhos gris (os meus)

Fixos no desperdício...

A minha mente torpe

Confia em meias palavras

E minha alma fastienta

Busca um coração inteiro

Wednesday, December 14, 2005

O Bando

Com o sol

Arderam meus olhos

Em mais um começo de tarde

Tarde esta que não estive presente

Eram dias quentes...

Eram noites doentes

Mantive distante meu coração do seu

Que forma desforme de amor

Do seu lado encontra-se

Quem não me pertence

Até o fim, até o último dia

A febre (...)

Dias de crise

Alguém ouça o que tenho a dizer

Dias que não derreteram por inteiro

Com o perdão

Queimei minhas mãos (...)

Sem o álcool surgiu um nó

Aqui nas ruas tudo é tão trôpego

Alguém ouça o que tenho a dizer

Quero cicatrizar meus pensamentos

A quem interessar possa:

Já fui banido tantas vezes

Não importa, encontrei aqueles do meu bando

Em outra mão, a mão surda

Virado do avesso, sou um contrário

Que vive além do vento (...)

Algum tipo de transformação aqui dentro

A quem devo perguntar?

Que sangue devo beber?

Que inferno devo escolher ?

A fome se foi, encontrei meu bando

Dentro do coração.