Com o sol
Arderam meus olhos
Em mais um começo de tarde
Tarde esta que não estive presente
Eram dias quentes...
Eram noites doentes
Mantive distante meu coração do seu
Que forma desforme de amor
Do seu lado encontra-se
Quem não me pertence
Até o fim, até o último dia
A febre (...)
Dias de crise
Alguém ouça o que tenho a dizer
Dias que não derreteram por inteiro
Com o perdão
Queimei minhas mãos (...)
Sem o álcool surgiu um nó
Aqui nas ruas tudo é tão trôpego
Alguém ouça o que tenho a dizer
Quero cicatrizar meus pensamentos
A quem interessar possa:
Já fui banido tantas vezes
Não importa, encontrei aqueles do meu bando
Em outra mão, a mão surda
Virado do avesso, sou um contrário
Que vive além do vento (...)
Algum tipo de transformação aqui dentro
A quem devo perguntar?
Que sangue devo beber?
Que inferno devo escolher ?
A fome se foi, encontrei meu bando
Dentro do coração.

1 comment:
Valeu, Walter, muito bom seu espaço. Gostei e voltarei mais vezes. Indicarei nas minhas páginas.
Abração
www.luizalbertomachado.com.br
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