Tuesday, November 22, 2005

Eu sem lei!

Sai de casa...

Voltei através da noite

Pouco sobrou...

Quase nada

Tudo ficou adormecido

Ainda estou aqui...

Ainda estou vivo!

Como Vodka destilada

Tenho saudade, saudade de todos

Dos bons amigos

Neste momento sinto sono!

E tem a pinga...

E gotas pingam do meu nariz

Por onde andei?

Eu sem lei!

Viadutos cinzas, a terra do chão

Alaranjada, barro...boca

Levanto a camisa

Provo minha existência;

De onde eu venho?

Cambuci, Cambuci...

Um frio no estômago

Lágrimas...

É meu rosto...

Transfigurado pela madrugada

Minha família, a esperança

Minha fadíga, um revólver

Por onde andei?

Eu nem sei

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